TÓKIO 2020 e as OLIMPÍADAS 2024-2032, HOJE!

Faltam cerca de 250 dias para as Olimpíadas de TOKIO2020, mas se fossem hoje, algumas perguntas tradicionais poderiam ser respondidas?

  1. Quantos nadadores têm índices olímpicos?
  2. Qual o índice mais difícil para as Olimpíadas?
  3. Qual o índice mais fácil para as Olimpíadas?

E referente à Equipe Olímpica Brasileira?

  1. Quantos nadadores têm índices olímpicos?
  2. Qual será a vaga mais disputada?
  3. Quantos nadadores ainda poderão alcançar o índice olímpico?
  4. Quantas semi-finais e finais alcançaríamos?
  5. Quantas medalhas ganharíamos?

As perguntas referentes à “exatas” são até fáceis de responder. Basta acessar o ranking mundial atualizado, no site da Fina, e temos as respostas!

Alguns pontos importantes, podem ser relevantes. Primeiro, é que o índice olímpico começou a valer “cedo” para TOKIO2020, em março do ano passado (2018). Em edições olímpicas anteriores, a publicação dos índices, foi no final do ano par, anterior aos Jogos. Isto significa que nadadores com índices obtidos em 2018, não estão computados aqui. Para este artigo, estão sendo considerados apenas o Ranking Mundial oficial da FINA 2019, piscina longa (óbvio) e “best time” (melhor tempo) de cada nadador na temporada, até esta data, o que irá aumentar daqui para a frente.

Para efeito deste post, só foram consideradas as MARCAS “A”, ou o índice mais forte, que permite o país inscrever 2 nadadores por prova (máximo). Como o ranking é por atleta e não por país, este resultado inclui TODOS os nadadores com índices, logo vários países, incluindo o Brasil, possuem mais de 2 nadadores com marcas “A” em uma mesma prova e que a partir do terceiro tempo nacional, não estarão nas Olimpíadas!

Estes são os índices olímpicos para TOKIO2020:

Tradicionalmente os Estados Unidos vêm dominando a Natação Olímpica nas últimas Olimpíadas e é o favorito ao topo do quadro de medalhas. Veja os índices para a Seletiva Olímpica Americana, o OLYMPIC TRIALS, marcado para junho próximo, e que segundo publicações, já têm próximo de 1.200 nadadores com índices (seletivas anteriores chegaram a +1.800 nadadores), onde só podem participar atletas americanos.

Para TOKIO, O Brasil terá seletiva única, diferente de 2016 e está tradicionalmente marcada para o Maria Lenk em abril. É provável que os índices estarão próximos aos deste ano, conforme tabela abaixo:

Mas vamos à pesquisa, ou as respostas das perguntas formuladas acima. Nos quadros abaixo, nas colunas “índice A” estão as quantidades de nadadores e nadadoras mundiais que já alcançaram índices, independente da quantidade por países, o que significa que o número de participantes de cada prova seria menor do que este total.

Nas colunas brasileiros/brasileiras está a quantidade de nossos nadadores/as com os respectivos índices “A”. Os brasileiros/as estão inclusos(as) na lista total de índices A. E na coluna pódio, está a medalha que teríamos hoje, de acordo com o atual ranking mundial. O quadro em azul se refere aos homens e o quadro em rosa, às mulheres.

Pelo resultado atual do Ranking Mundial, temos somente duas mulheres e cerca de 20 homens com índices A. Somos muito fortes em 2 provas: os 100 livre e os 100 peito masculino, onde atletas com índices ficarão de fora das Olimpíadas ou das provas individuais (no caso dos 100 livre, há o 4×100 livre), assim como ocorre em diversos países. Com isto estas duas provas, serão as mais disputadas da seletiva brasileira.

Em tempo – Temos ainda os 200 livre com 3 nadadores com índices e a disputa das 4 vagas para o revezamento 4×200 livre que será acirrada entre 6 ou 7 nadadores.

Pela quantidade de índices já obtidos, hoje as provas olímpicas “mais fáceis” ou índices “mais fáceis” são os 200 medley e os 100 livre para os homens e a prova “mais difícil” para se obter índice, matematicamente, são os 400 livre, onde apenas 14 atletas este ano, já nadaram para a marca A (corrigido!).

Para as mulheres os “índices mais fáceis” são os 1500 livre (já tinha previsto isto, logo que foi incluído no programa olímpico!) e 200 peito (incrível!), seguido dos 100 costas para mulheres, provas estas com a maior quantidade de nadadoras qualificadas. Embora pela quantidade os 400 medley seria a prova “mais difícil”, e se considerarmos que a quantidade de participantes nesta prova é bem inferior, se pode afirmar que entre os “índices mais difíceis” das mulheres estão os 50 livre, 200 livre e os 100 peito, provas que temos possibilidades de ter representantes.

Em TOKIO, a representatividade do Brasil será grande, pois certamente mais atletas conquistarão as marcas, fator que aumenta as chances de avanços e pode ser que no feminino tenhamos 2-3 provas com 2 representantes.

Quaisquer respostas sobre medalhas, finais e semi-finais serão meramente especulativas ou “chutes”. Quanto ao atual quadro de medalhas (NATAÇÃO EM PISCINA!), teríamos uma medalha de bronze. É muito cedo para qualquer previsão, mas já se pode fazer um “desenho” do quadro de medalhas! No mundo todo, muitos atletas vão evoluir, outros estacionar, etc.., etc… Logicamente, até o final de junho de 2020, prazo final de classificação, outros tantos nadadores mundiais, alcançarão os índices e outros medianos hoje irão “explodir”. A Olimpíada será somente em agosto, e desta vez o fuso horário vai “contar” ainda mais!

Uma coisa podem ter certeza: TÓKIO será diferente do RIO! Será uma Olimpíada “fria”, de menos pressão e com atletas e equipes muito melhores preparadas! Os tempos de pódio em TÓKIO, serão muito, mas muito fortes!

Nas Olimpíadas o que conta são MEDALHAS e países se preparam estrategicamente! Assim é a velha e futura Natação!

O que posso dar certeza, é que com estes (dados) resultados, já podemos trabalhar nossas Seleções para 2024, projetar a de 2028 e planejar a de 2032, o que aí se faz com análises comparativas. Venho falando isto para treinadores nas Clínicas GOLD, ouvintes nos Cursos de Capacitação e Extensão e aos alunos da Pós-graduação (professores e treinadores que vêm se aperfeiçoar!) desde 2017!

Mas e o que têm a ver o atual quadro olímpico com as futuras Olimpíadas?

  • Podemos saber onde estamos melhor e onde precisamos melhorar em muito;
  • As novas gerações podem ser preparadas de acordo com estes demonstrativos;
  • Um PLP (PROGRAMA DE LONGO PRAZO ou LTP- Long Term Program em inglês) deve ser estabelecido pelos Clubes ou Treinadores, independentemente de haver ou não, um Plano Nacional Estratégico e principalmente antecipando-se;
  • Clubes menores que têm atletas em potencial deverão estabelecer políticas e estratégias para manter os atletas e programas, evitando abandono ou evasão de seu investimento e formação para centros maiores;
  • Escolas e Academias de Natação deverão voltar seus programas ao melhor aprendizado e não somente ao “lúdico” como está sendo muito propagado;
  • Os empregadores (clubes, escolas e academias) têm que entender que obrigatoriamente seus colaboradores (técnicos, professores e estagiários) precisam se reciclar, atualizar e capacitar. Os profissionais também têm que ter isso claro!
  • É preciso entender sobre os componentes de performance da natação e suas implicações. O que é necessário? Como e quando devo começar?

E não é “dinheiro” o requisito principal, ao menos agora!

A HORA É AGORA, 2032 JÁ COMEÇOU!

LEIA MAIS:

BOURNOUT

https://blogdogold.com/2018/11/28/burnout-cada-vez-mais/ https://blogdogold.com/2018/11/28/burnout-cada-vez-mais/

NADAR CERTINHO PARA QUÊ?

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CLÍNICAS E CURSOS DE NATAÇÃO, ANÁLISE, AVALIAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO INDIVIDUALIZADO, CAPACITAÇÃO e ASSESSORIAS

http://goldclinicadenatacao.com

Prof. MSc. Cezar A. Bolzan têm Licenciatura Plena em Educação Física, Pós-graduado em Ciências da Natação, Especialização-MBA em Gestão Aplicada ao Esporte e Mestrado em Biodinâmica do Desempenho Humano e mais de 100 Cursos de formação e aperfeiçoamento nacionais e internacionais. Prof. de Pós-graduação em Atividades Aquáticas desde 1996 em 11 cidades brasileiras. Foi Head Coach no Brasil, Caribe, Canadá e Estados Unidos, Técnico Olímpico em LONDRES2012 e former Coach de Atletas Olímpicos BEIJING2008, LONDRES2012 e RIO2016. Foi Gerente Técnico da Natação Olímpica RIO2016 e Diretor Técnico da FDAP em 2018. Ministra Clínicas de Natação no Brasil e exterior desde 1991 e é o CEO da Clínica GOLD de Natação.

CREF 3348 G-SC, ASCA Level 5, ASA Level 3, NCCP Level 3

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