SAI OU NÃO SAI? EIS A QUESTÃO!

Ao analisarmos apenas as estatísticas ou um resultado de prova que registra o RT (reaction time, em inglês ou Tempo de Reação), podemos perceber que no final da prova a diferença pode ser fatal!

No Mundial de Kazan 2015, pré Olimpíada, houve um empate triplo num bronze. Já no RIO2016, o empate triplo pulou para a prata e teve mais outro empate, este duplo e no OURO! Sem uma análise biomecânica profunda, não se pode afirmar que as saídas foram a definição do resultado. Porém, obviamente, as diferenças de centésimos na saída de uma forma ou outra irão influenciar no resultado final.

O fato é que desde as Olimpíadas de LONDRES2012, principalmente as mulheres têm melhorado em muito o RT e das Olimpíadas do RIO2016 para o Mundial de Curta 2018, possíveis candidatos à medalhas de OURO em TOKIO2020, já melhoraram suas “starts” em 1 ou 2 centésimos! Falo e mostro isto enfaticamente e exaustivamente para os GOLDENS, nas Clínicas de Natação.

Estamos MAL de SAÍDAS, MAS MUITO MAL! Nem quero entrar no “mérito” das análises técnicas de certas saídas, muito “copiadas” na natação brasileira!

Em razão de nosso país ser continental e a natação ser trabalhada em várias frentes, a nossa base está muito prejudicada, vejamos:

  • muitas piscinas onde nossos nadadores aprendem e treinam, ainda tem blocos antigos e de cimento, alguns locais os blocos nem existem;
  • muitas piscinas onde ensinamos ou treinamos não são do tipo “track start”, bloco com o apoio traseiro para os pés;
  • muitas piscinas onde ensinamos ou treinamos tem blocos fora do padrão de altura oficial, ou por altura do bloco, ou por altura da água;
  • a maioria dos nadadores não sabem qual a melhor saída ou a melhor técnica de saída – se giram os braços para trás, se jogam os braços para cima ou se saem para a frente;
  • na quase totalidade das competições, os nadadores irão ter um bloco diferente para competir;
  • os blocos modernos estão localizados quase que somente nos grandes clubes ou em parques aquáticos, acessíveis somente em competições;
  • os blocos oficiais internacionais estão em menos de uma dezena de piscinas no país inteiro.

  • a grande maioria dos locais de natação (escolas, academias, colégios, clubes) não têm o “device” – suporte para a saída de costas, incluindo federações, ou algumas competições, o que se nota por fotografias em redes sociais. Recentemente vi um(a) atleta deixar de lado o aparato justificando que “não sabia como usar” e que “nunca tinha usado”!

Sem falar que a maioria dos blocos encontrados tem modelos e variações no suporte de agarre de costas! Ou seja, você treina em um modelo e compete em outro!

Com todas estas variáveis, como seremos competitivos? Como ensinar e aprender uma boa saída nestas condições totalmente adversas das competições? Sair de um bloco de cimento e ir competir num bloco oficial?

E quanto ao ensino, só baseado no ajoelha e cai, quase um dos únicos exercícios usados para ensinar crianças?

Recentemente recebi um vídeo que supostamente era para ser uma “avaliação”, para observação e na saída o atleta NÃO prendia os dedos no bloco, coisa que a avaliação anterior sequer “detectou”!

A grande maioria dos atletas que trabalho em clínicas, relatam que não sabem porque fazem aquela saída e não possuem quase nenhum alongamento nos músculos posteriores das pernas, principais responsáveis pela dinâmica do movimento. Também relatam que não sabem porque colocam esse ou aquele pé a frente ou atrás e também que não testaram o contrário!

Nos diversos testes verticais feitos em plataformas de força, pelo Brasil, mostram claramente que os nadadores, literalmente “não saem do chão”! Ou seja não estão aptos a impulsão vertical, consequentemente, resulta em má saída, embora na natação, a impulsão não é contra a gravidade e sim a favor e também não é vertical e sim horizontal.

A maioria dos nadadores executam saídas com resultante descendente, ou seja, caem diretamente para baixo, pois não sabem o ponto de impulsão ou a resultante ineficiente se dá pela consequência dos movimentos dos braços.

Para aquele que é ou foi, dito país dos CINQUENTINHAS, estamos largando mal! Os resultados dos nossos RT (tempos de reação) estão aí para todo mundo ver! Chegam a casa do décimo de atraso! Dez centésimos, quebra o recorde mundial 10 vezes!

Falar é fácil, mas então o que fazer?

  • Locais onde tem blocos de cimento para a prática da natação, devem investir e mudar seus blocos;
  • Locais onde não tem o aparato para a saída de costas devem investir e adquirir o mesmo, embora as vezes não se conectam com o bloco.
  • Para o aparato de costas, sem recursos, se pode improvisar, criando um modelo alternativo, pois os nadadores não podem chegar numa competição sem conhecer o mesmo, ou então fazer a saída no lado sem o placar, pois irá escorregar.
  • Se você tem um atleta, especialmente de costas, para alguma disputa importante, recomendo que vá um dia antes para treinar e se possível fora do horário de rush (treinamento e aquecimento). Certifique-se antes que poderá entrar na piscina!
  • Professores devem mudar e melhorar suas metodologias para o ensino-aprendizado de saídas.
  • Os atletas da base devem ser altamente trabalhados em pernas desde alongamento até força.
  • Treinadores deverão identificar através de estudos, qual a melhor técnica de saída.

QUEM SAI BEM, SAI NA FRENTE E TEM MAIOR CHANCE DE CHEGAR NA FRENTE!

VENHA PARA A MELHOR CLÍNICA DE NATAÇÃO!

www.goldclinicadenatação.com

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